quinta-feira, 26 de maio de 2011

AUXÍLIO PARA DECORAR O DOJO KUN

IMAGEM e ÁUDIO do DOJO KUN
Para ajudar a decorar o DOJO KUN, basta clicar na imagem abaixo que abrirá uma nova janela com a mesma imagem em tamanho ideal para aplicar na tela inicial de seu computador.
Após abrir a imagem ampliada, clique com o botão direito do mouse sobre a imagem e escolha a opção "DEFINIR COMO PAPEL DE PAREDE" ou como "DEFINIR COMO PLANO DE FUNDO" .
 
Veja a pronúncia em Japones do DOJO KUN

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A SAUDAÇÃO "OSS"


SIGNIFICADO DA SAUDAÇÃO OSS!

O Karate começa e termina com cortesia, no início e final de cada aula sempre existirá o cumprimento entre aluno e professor (Sensei), estendendo o cumprimento a alunos antigos e graduados, ou, quando dentro do Dojo, for falar com o seu professor, cumprimente-o com uma leve inclinação à frente (lembre-se: quem busca mais do que socar e chutar deverá entender o significado da palavra humildade, pois a arrogância é própria dos fracos de espírito), e o som próprio para este cumprimento é O S S ! ! !, que é uma contração da palavra em Japonês ossishinobu, equivalente ao nosso bom dia ou boa tarde, enfim uma saudação.

Caso chegue atrasado para a aula espere na entrada do Dojo até a autorização e permissão do professor ou quem estiver ministrando a aula naquele momento. Esta autorização sempre vem á partir do movimento com a cabeça e a palavra Oss. Em alguns Dojos utiliza-se a palavra em japonês "SHITSUREI SHIMASU" (desculpe por meu atraso). Após a autorização do professor ou responsável pela aula diga novamente um forte Oss e se posicione ao final do grupo. Os alunos que chegam atrasados para aula devem esforçar-se ao máximo para serem pontuais; aquecimento e alongamento são partes indispensáveis ao treinamento, e não podemos esquecer que todos que ali estão esforçaram-se para chegar no horário marcado.

Sempre que for iniciar qualquer tipo de treinamento com um companheiro, deverá cumprimentá-lo, esta é uma forma de manifestar o seu respeito e reconhecer sua importante participação, pois sem ela o seu progresso seria lento e incompleto. Responda com um Oss ! a qualquer instrução dirigida à você, quando entender o que deverá ser feito.
OSS é uma contração da palavra em Japonês ossishinobu, equivalente à uma saudação repleta de paciência, respeito e apreciação ou para muitos como um bom dia ou boa tarde, uma saudação.

OSS (cuja transcrição exata do japonês é OSU) é uma expressão fonética formada por dois caracteres. O primeiro caracter "osu" significa literalmente "pressionar", e determina a pronúncia de todo o termo. O segundo caracter "shinobu" significa literalmente "suportar".

A expressão OSS foi criada na Escola Naval Japonesa, e é usada universalmente para expressões do dia-a-dia como "sim",”por favor,", "obrigado", "entendi", "desculpe-me", para cumprimentar alguém, etc., bem como no mundo do Karate para quase qualquer situação onde uma resposta seja requerida. Para um karateka, OSS é a palavra mais importante.
A palavra OSS implica em pressionar a si mesmo ao limite de sua capacidade e suportar. OSS significa, de uma maneira mais simples, "perseverança sob pressão". É uma palavra que por si só resume a filosofia do Karate. Um bom praticante de Karate é aquele que cultiva o "espírito de OSS".

OSS não deve ser dito de forma relaxada, usando apenas a garganta, mas, como tudo no Karate, deve ser pronunciado usando o "hara" (tanden). Pronunciado durante o cumprimento, OSS expressa respeito, simpatia e confiança no colega. OSS também diz ao Sensei que as instruções foram compreendidas, e que o estudante irá fazer o melhor para seguí-las.
Para desenvolver um corpo e espírito forte é necessário submeter-se a um rigoroso treinamento. Isto é muito importante, porque você precisa esforçar-se até onde você acredita ser o seu próprio limite,caso queira parar; desistir. Quando você alcançar este ponto, você precisa lutar com si próprio e você precisa vencer. Para isso precisa ser perseverante, mas acima de tudo precisa aprender a ser paciente. Isto é “Oss.

A razão para você submeter-se a um treinamento duro é porque você se importa com você mesmo, e para se importar com você mesmo você tem que se respeitar. Este auto respeito evolui e se expande para se tornar respeito pelo seu sensei e colegas. Quando você entra no dojo e diz “Oss”. Isso significa que você respeita o dojo e o tempo que voce gasta treinando ali. Este sentimento de respeito é “Oss” .

Durante o treinamento você se esforça o máximo possível porque você respeita você mesmo. Quando você acaba, você se vira para seu sensei e colegas e diz “Oss” mais uma vez. Você faz isso com apreciação. Esse sentimento de apreciação é “Oss”
É por isso que nós sempre usamos a palavra “Oss”; para nos lembrar destas indispensáveis qualidades.
TIPOS DE CUMPRIMENTOS

CUMPRIMENTO A

• Colocar os pés juntos e as mãos ao lado e a frente das pernas com os dedos juntos e projetar a coluna no máximo 45 graus olhando proporcionalmente a frente num tempo de três a cinco segundos e depois voltar a posição normal. Após o cumprimento deve-se esperar o outro mais graduado estender a mão. Somente iniciar o cumprimento se a pessoa olhar para seus olhos.
• Ao iniciar uma luta ou qualquer treinamento que se realize com um companheiro deverá cumprimentá-lo após o sinal ao grupo ou individualmente.
• Caso esteja treinando com alguém superior tecnicamente, dizer: ONEGAI- SHIMASU (por-favor) e ao terminar DOMO-ARIGATO(obrigado).
• Ao conversar com alguém de nível superior tecnicamente não colocar as mãos no bolso, cintura, parede ou cruzar osbraços. Deve-se ficar em pé com os braços soltos ou com as mãos cruzadas atrás ou cruzadas na frente.
• Oferecer-se cordialmente para alguma ajuda quando necessário.
• Não falar com o mais antigo ou mais graduado sentado nem deixar de cumprimentá-lo, levantar-se quando ele estiver aproximando-se.
• Um praticante mais antigo ao chegar a um Dojo deve-rá parar na porta e os praticantes virarem-se para trás e o dirigente ir cumprimentá-lo de perto, após realizarem o cumprimento formal do Dojo (caso pertença a associação ou grupo).
• Ao chegar atrasado a uma aula, deve-se cumprimentar o Dojo, se aquecer atrás do local de aula e ficar em seza ajoelhado na frente à espera da permissão para a aula.Não sair do Dojo antes do professor, só com a sua permissão.
CUMPRIMENTO B

Este tipo de cumprimento é realizado em “seza” ajoelhando-se com o joelho esquerdo e depois o direito permanecendo separados com as mãos sob as pernas e a mulher de joelhos unidos com as mãos sob os joelhos.
CUMPRIMENTO C

Eram usados pelos antigos samurais na época feudal. O joelho esquerdo fica dobrado 90 e o direito no chão e a mão direita fechada vai ao solo. Antigamente a mão esquerda segurava a bainha da espada do lado esquerdo.

“Um copo não se enche estando acima da jarra, uma pessoa ao se curvar aceita na pessoa que se curva conhecimento superior ao seu e respeita o que ela     representa.”                                                                      
Juichi Sagara

REGRAS DE PATROCÍNIOS EM KIMONOS


HISTÓRIA DAS FAIXAS


História das Faixas
Originalmente, a “faixa” não existia, e sim um pedaço de pano ou fita para que o “kimono” ou roupa ficasse fechado. Com as práticas de lutas e a adesão do kimono como vestimenta, observou-se que algo deveria estar amarrado à cintura mais firme para que durante os movimentos a roupa não se soltasse. Assim, alguns mestres começaram utilizando pedaços de cordas, e como as cordas ficavam sujas quanto mais tempo as usassem, estima-se que daí surgiu a idéia de que a “corda” quanto mais escura (assemelhando-se a cor preta), demonstrava mais experiência dos praticantes. Com o passar dos anos, cada escola de karate determinou uma ordem das cores das faixas com seu significado de acordo com o tempo de treinamento, sendo a preta a cor de faixa de maior nível.
 
VOU COMPRAR UMA FAIXA, O QUE DEVO OBSERVAR?
 
CARACTERÍSTICAS
Existem inúmeros tipos, tamanhos e modelos de faixas no mercado para satisfazer todos os gostos dos praticantes. As faixas de maior durabilidade se destacam pela quantidade de costuras contidas e o material utilizado em sua confecção. No caso de faixas pretas existem mais opções do que nas faixas de outras cores.
Supõe-se que as faixas pretas serão utilizadas por muito mais tempo até que seja trocada por outra, assim neste caso essas faixas são mais reforçadas e mais sofisticadas. Algumas faixas pretas são revestidas com seda ou com cetim e com opções de bordados com diferentes tipos de letras. O mais importante é adquirir uma faixa que deixe o aluno ou professor confortável ao usá-la.
 
APRESENTAÇÃO
Antigamente conservava-se a idéia de que a faixa carregava o espírito do lutador contendo ali toda sua experiência e sua vivência nas lutas e batalhas, portanto acreditava-se que não poderia lavar as faixas utilizadas em treinamentos e aulas, para que esse “espírito” do guerreiro contendo suor e sacrifício não fosse perdido.
Porém sabemos que a higienização de uma faixa é importante na sua manutenção, além do que pode causar cheiro ruim se não for cuidada.
 
MANUTENÇÃO
A boa manutenção de uma faixa também poderá aumentar a durabilidade dela. Uma faixa de boa qualidade pode durar toda sua vida quando bem cuidada. Se você optar por não lavar sua faixa esporadicamente coloque-a ao sol e em local fresco com bastante ventilação após o seu uso, isso ajudará em sua manutenção. Lembre-se de que hoje em dia, existem modelos de faixas (pretas) que possuem materiais mais sofisticados que minimizam esses incômodos quando o praticante não lava sua faixa.
 
CUSTOS
Os preços podem variar de acordo com a qualidade e o tipo de tecido. No mercado nacional você poderá encontrar faixas entre 5 até 70 reais, enquanto que as faixas importadas de excelente qualidade podem chegar até 250 reais.
 
ESCOLHA
Na hora da escolha de sua faixa ou de seu filho (a) lembre-se sempre de que o melhor material deve ser aquele que o deixe confortável ao usar. Diferentes tamanhos são encontrados em lojas esportivas. As faixas não apresentam nenhum encolhimento após o seu uso. Lembre-se também de que é outro investimento que você estará fazendo, levando em consideração o tempo que você permanecerá com tal faixa ou se já é o caso de uma faixa preta, portanto tenha calma pesquisando e, caso necessário, peça ajuda a um profissional da área. Pesquise e escolha a faixa de acordo com suas condições e gosto, e tenha BONS TREINOS!
 
ALGUMAS MARCAS
Nacionais: MEIKYÔ, SHIROI, VEZO, ZANCHIN, ATAMA, KIME entre outras.
Importadas: ADIDAS, TOKAIDO, SHUREIDO, KWON, KAMIKAZE, HIROTA entre outras.
 
COMO AMARRAR SUA FAIXA
 
 
 
 
 
A FAIXA E O TEMPO DE TREINAMENTO
As faixas usadas na prática do karate e em outras artes marciais simbolizam a graduação e o nível que determinado praticante se encontra. Geralmente faço uma analogia no que se diz respeito às pessoas mais velhas e mais novas. Nossos pais, avós, amigos ou professores, não importa quem, sendo mais velhos já possuem uma “graduação” natural que a vida lhes oferece. Isso significa que possuem mais experiência do que nós, colocando-nos numa posição realmente de respeito e prestígio por tê-los ao nosso lado, e admirá-los pelo simples fato de estarem ali nos ajudando. No karate acontece exatamente igual, quando nos deparamos com alguém mais graduado e ou mais velho, claro que devemos ser realistas ao ponto de que saber respeitar é ser respeitado também. Conheço diferentes mestres e alunos que se dão ao respeito e muitos infelizmente que nem assimilaram essa importância. A arte da vida é a mais completa e mais cheia de surpresas, no karate podemos prever algumas e outras não.
Antigamente dizia-se que a faixa que o aluno usava não deveria ser lavada para que o “espírito” nela contido com o esforço e sacrifício nos treinamentos não fosse eliminado. Sabemos das tradições, mas temos que ser realistas nas crenças e até que ponto pode influenciar em nossas atitudes. Vivemos num país tropical, onde o calor por muitas vezes incomoda quando estamos treinando de kimono e em locais sem muita ventilação, portanto a faixa que você usa também absorve a transpiração de seu corpo, assim você pode usar o bom senso para lavá-la ou não quando necessário.
Sabemos que não devemos nos preocupar ao extremo com a mudança das cores das faixas, sendo que antigamente eram usadas nada mais do que para segurar o kimono. As ordens e cores das faixas variam muito de acordo com a escola ou estilo praticado. Ao iniciar a prática do karate, o aluno usará a faixa branca simbolizando sua inocência e pureza de conhecimento, e à medida que irá evoluindo esses conhecimentos, as cores de faixas também simbolizarão seu crescimento técnico, físico e mental.
Na maioria dos estilos de karate a faixa preta simboliza o ponto principal, sendo o ápice do praticante. Nesse exato momento é que você se engana, pois com a faixa preta você realmente estará capacitado para entender muita coisa antes proposta e aceita, mas não compreendidas em toda sua complexidade.     
Um faixa preta terá sempre uma responsabilidade diferente, mas sempre será um aprendiz, mesmo com sua graduação maior com os graus equivalentes, o karate possui essa magia, um aprendizado diferente do outro mesmo repetindo as mesmas coisas. Se hoje você é um iniciante só poderá entender isso com o passar do tempo treinando e praticando, mas se você já possui tempo suficiente treinando, sabe muito bem o que estou abordando.
Enfim, sabemos que essa trajetória é delicada e necessita de dedicação e vontade, além da humildade em saber que para a compreensão e entendimento o nosso aliado será o tempo, saiba aproveitá-lo, viva-o.
 
FAIXAS E GRADUAÇÕES
As graduações e as cores de faixas no karate podem variar de acordo com o estilo ou escola praticado.
Ao iniciar os treinamentos de karate, o praticante utilizará a faixa branca simbolizando como ele deverá portar-se com simplicidade e pureza de sentimentos. A principal qualidade a ser desenvolvida nesta fase será a paciência. Diariamente o seu crescimento nos treinamentos, a evolução técnica, física e mental irá depender da disposição que você se encontra já na faixa branca.
Humildade, respeito, disciplina e concentração são pontos que alicerçam a estrutura que será formada desde os primeiros passos na faixa branca. Neste momento o aluno poderá sentir-se incomodado pois se trata de movimentos nunca antes vistos nem praticados, porém devemos lembrar que o início de qualquer atividade sempre parece ser mais complicado do que realmente é.
O karate na visão de um faixa branca é algo desconhecido e misterioso. A curiosidade, determinação e insistência deverão caminhar juntos para a evolução do iniciante.
Após adquirir a faixa amarela, entre seis meses a um ano de treinamento, o aluno inicia o processo de “maturação” ao aperfeiçoamento real de bases e alguns deslocamentos. O gohon ipon kumite, luta de cinco ataques e defesas pré determinados começa a ser praticado com mais freqüência e qualidade. A distância, a coordenação e o tempo de execução dos golpes são explorados com mais habilidade, tratando-se de situação de luta ou não.
Após um ano ou um ano e meio de treino, o aluno passa à faixa Laranja e depois Azu,l que é o início das movimentações com impacto; a cintura e quadril já acompanham com melhor aproveitamento os golpes de braço. Já na faixa verde inicia-se a fase da luta combinada (jyu ipon kumite) e livre, dependendo do desenvolvimento de cada praticante. Lembre-se de que cada aluno possui suas limitações pessoais que não deverão ser comparadas, levando em consideração o aspecto físico, idade, sexo e coordenação motora.


 
 
A faixa roxa é a abertura para a luta livre, que significa o início do controle nos golpes de pernas e mãos, 2º KYU. A faixa marrom é o básico de estilo, que tem como meta decorar e fazer todos os KATAS de sua escola, é o 1ºKYU, completando uma oitava ascendente de conhecimento ou um ciclo (dó-ré-mi-fa-sol-lá-si-dó). Até este ponto, se aprende-se e aperfeiçoa-se todos os movimentos.
As situações reais de luta e os katas de nível intermediário e avançado poderão ser ensinados e praticados no momento em que o professor perceber a maturidade ideal para o aprendizado do praticante. Às vezes, tais ensinamentos não seguirão a ordem e seqüência das faixas que sugerimos aqui.
Ao passar para a faixa preta, dá-se o início de uma nova oitava ascendente (dó) é o 1º grau ou SHODAN (negro, espaço puro, imaculado, “UM”), que também vai até o número sete.. O 8º grau, 9º grau e 10º grau são graus honorários por serviços prestados ao Karate.
Enfim, sabemos que essa trajetória é delicada e necessita de dedicação e vontade, além da humildade em saber que para a compreensão e entendimento o nosso aliado será o tempo, saiba aproveitá-lo, viva-o.
 
FAIXA
KYU
PERMANÊNCIA MÍNIMA
TIPO DE AVALIAÇÃO
BRANCA
7°
06 MESES A 01 ANO




AMARELA
6°
06 MESES A 01 ANO
Grau de capacidade, Nível técnico e Aprendizado.
LARANJA
5°
06 MESES A 01 ANO
Grau de capacidade, Nível técnico e Aprendizado.
AZUL
4°
06 MESES A 01 ANO
Grau de capacidade, Nível técnico e Aprendizado.
VERDE
3°
06 MESES A 01 ANO
Grau de capacidade, Nível técnico e Aprendizado
ROXA
2°
6 MESES / 01 ANO
Grau de capacidade, Nível técnico e Aprendizado
MARROM
1°
01 a 02 ANOS
Grau de capacidade, Nível técnico e Aprendizado.
PRETA
1° DAN
02 ANOS
JITSU RYOKU-DAN
PRETA
2° DAN
03 ANOS
JITSU RYOKU-DAN
PRETA
3° DAN
04 ANOS
JITSU RYOKU-DAN
PRETA
4° DAN
05 ANOS
JITSU RYOKU-DAN
PRETA
5° DAN
06 ANOS
JITSU RYOKU-DAN/
PRETA
6° DAN
07 ANOS
JITSU RYOKU-DAN
PRETA
7° DAN
08 ANOS
MEYO-DAN
PRETA
8° DAN
09 ANOS
MEYO-DAN
PRETA
9° DAN
10 ANOS
MEYO-DAN

Nota-se que as carências exigidas e ou necessárias em todas as graduações são de extrema importância para o amadurecimento do praticante de karate, entretanto devemos estar cientes de que uma vida inteira é necessária para que se possa atingir ao grau máximo, assim associamos isso ao grau de conhecimento e experiência adquirido com o passar dos anos. Um ser humano que cresce desesperadamente com a intenção de chegar a um objetivo perde toda sua essência no transcorrer e nas dificuldades, colocando em risco o ponto principal, a sua própria paciência.
 
A partir da faixa PRETA (SHODAN) existem três tipos de diploma:

1.JITSU RYOKU-DAN – grau de capacidade de treino e conhecimento técnico.
2.SUISEN-DAN – grau ganho por antigüidade, dedicação ou mérito de trabalho prestado ao longo dos anos.
3. MEYO-DAN – grau honorário por serviços prestados ao Karate.
Obs.: Os tipos de avaliação e diplomas podem variar conforme estilo de karate, responsável técnico e metodologia utilizada por cada escola.
Principal significado de 03 faixas importantes
 
Branca = inocência
 
Indica quem tem a mente e o espírito "vazios", alguém que é leigo nos aspectos físicos e espirituais do Karate-do. Também indica que esse praticante ainda não conhece bem as técnicas do Karate.

Marrom = terra
 
É a cor da solidificação.
A faixa marrom indica que o praticante já se tornou competente, mas sua mente ainda é fértil.
Nesta faixa muitos desistem e param o treinamento, julgando-se aptos o suficiente e caem na mediocridade, demonstrando a fraqueza que ainda possuem. Uma fraqueza capaz de iludir e fazer um ideal tornar-se uma realidade, a derrota para si mesmo.


Preto = fusão de todas as cores
 
Ela indica quem passou por dificuldades e desafios necessários para superar os obstáculos encontrados nos primeiros anos de Karate.
Após tornar-se um Yudansha (faixa preta), é que realmente começa a jornada de um karateca.
Os praticantes e ou lutadores de karate deveriam ter consciência de que a faixa preta não é sinônima de um prêmio, mas a realização de um grande esforço e dedicação dentro de um sistema de graduação.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dojo-Kun


Quando você lê o Dojo-Kun você provavelmente deve notar algo diferente. Cada Linha começa com o numero 1 (Primeiro). Porque? Por que não 1, 2, 3, etc? Bem, o Mestre Funakoshi achou que nenhum item do Dojo-Kun fosse mais importante do que outro, por isso cada item foi numerado como o primeiro (Hitotsu).

• Hitotsu. Jinkaku Kansei ni Tsutomuro Koto.

Primeiro. Esforçar-se para formação do caráter.



Em qualquer academia os atletas cumprimentam-se com a expressão “OSS” que significa: aptidão, perseverança e resistência, qualidades que todo ser humano deve procurar adquirir para sua formação física e espiritual. Estas qualidades são fundamentais para combater com sabedoria e também para saber vencer as adversidades da vida. Não deve o Karateca iludir-se com alegrias momentâneas, mas sim desenvolver a aptidão e a resistência para a prática do Karatê e sua vida pessoal.



• Hitotsu. Makoto no Michi wo Mamoru Koto.
Primeiro. Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão.

Um provérbio japonês diz: “A gratidão e o reconhecimento são mais altos que a montanha e mais profundas que o mar” O sentimento de sinceridade deve atingir um grau quase inexplicável. Seria como a essência do sentimento dos pais para com os filhos. O reconhecimento íntimo desta renúncia e dedicação é a consciência mútua da intensidade destes sentimentos. Identificando este sentimento de sinceridade procurar difundí-lo às nossas amizades, fazendo brotar em cada um a semente do verdadeiro calor humano.



• Hitotsu. Doryoku no Seishin o Yashinau Koto.
Primeiro. Criar o intuito de esforço.

Em todos os esportes, principalmente nas artes marciais, é preciso dedicação que é a mola propulsora da continuidade e da perseverança. O Karatê, também necessita de concentração e determinação, a ponto de se captar os mais leves movimentos do adversário, mesmo em piscar de olhos; principalmente à espera do ataque e do momento exato de contra-atacar, para tanto exige-se do Karateca muito treinamento.

No Karatê é fundamental a harmonia entre corpo e o espírito aliados à técnica. Só se consegue a perfeita harmonia empenhando-se ao máximo, Esta harmonia tem como finalidade a formação do ser humano. Tudo que se queira alcançar, quer no Dojo quanto na vida pessoal exige muito empenho, liberando toda a energia acumulada na consecusão do objetivo almejado


• Hitotsu. Reigi o Omonzuru Koto.
Primeiro. Respeitar acima de tudo.



• Hitotsu. Kekki no Yu o Imashimuru Koto.
Primeiro. Reprimir o espírito de agressão.


Você deve ler e estudar o Kun , quanto mais você o faz, melhor você entederá da próxima vez que lê-lo;


Vocabulário Do Dojo Kun:

DOJO - local onde se pratica uma arte marcial; academia.

KUN - mandamento; obrigação

HITOTSU - um; uma unidade

JINKAKU - caráter; personalidade

KANSEI - formação; conclusão; término; acabamento

TSUTOMURU - esforçar-se; empenhar-se; tentar arduamente

MAKOTO - verdade; sinceridade; honestidade

MICHI - caminho

MAMORU - obedecer; respeitar; guardar; cumprir; defender

DORYOKU - esforço; empenho

SEISHIN - espírito; alma; vontade; intenção; mentalidade

YASHINAU - alimentar; sustentar; manter; criar

REIGI - etiqueta; cortesia; civilidade; boa educação; respeito

OMONZURU - respeitar; ter muita consideração em; apreciar; estimar; venerar; honrar

KEKKI - impetuosidade; arrebatamento; violência

YU - vigor; coragem

IMASHIMURU - repreender; proibir; reprimir; conter

KOTO - sufixo que transforma a expressão numa ordem



Preposições:



NI - para

NO - de; do; da

O - indica objeto direto






Lemas do bom karateka:

- Respeitar a academia;
- Respeitar os colegas;
- Respeitar o sensei;
- Respeitar os mais velhos;
- Nunca usar o karate para ferir;
- Humildade e disciplina;
- Responsabilidade;
- Higiene;
- Sempre que tiver dificuldade em algum movimento, treinar ate conseguir;
- Saber ouvir e falar na hora certa;
- Sempre procurar novos conhecimentos;
- Ser humilde na vitoria e controlado na derrota.

OSS!

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sábado, 21 de maio de 2011

Mestres

Sensei Kanryo Higaonna

O Sensei Kanryo Higaonna nasceu a 10 de Março de 1853, em Naha, a capital de Okinawa e faleceu em outubro de 1915. O seu pai, Kanryo, era comerciante mercante entre as pequenas ilhas do arquipélago Ryu Kyu, a que pertence Okinawa, vendendo mercadorias de uso diário.

Desde novo que Kanryo Higaonna ajudava o seu pai no seu trabalho através do árduo esforço físico que tal envolvia, vindo a desenvolver um corpo forte. As pessoas chamavam-lhe Machu.

Em 1867, na idade de 14 anos, o seu pai morre numa luta. A razão desta luta é ainda desconhecida, a sua repentina e violenta morte foi um terrivel choque para a toda a família. Submetido a uma grande dor, a qual se transformou depois em raiva, Kanryo Higaonna decide estudar artes marciais. É com este objectivo que viajou para a cidade de Fuzhou na província de Fukien no sul da China. À sua chegada alojou-se numa hospedaria frequentada por naturais de Okinawa. O gerente da hospedaria depois de tomar conhecimento do desejo de Kanryo Higaonna, apresentou-o ao mestre Ryu Ryu Ko, famoso mestre de artes marciais.

Apesar das iniciais provas de admissão como aluno serem exigentes, normalmente de cariz doméstico (pensa-se que o Sensei Ryu Ryu Ko seria um nobre revolucionário refugiado no sul da China, gozando de um alto estatuto e como tal, criterioso na selecção dos seus alunos que se tornavam também auxiliares nas lides domésticas do seu mestre), Kanryo Higaonna rapidamente se tornou "uchi deshi" (aluno privado). Kanryo Higaonna permaneceu na China cerca de 14 anos dedicando-se ao estudo e prática de artes marciais e medicina naturalista chinesa.

O mestre Ryu Kyu Ko tinha grande estima pelo seu aluno e confirmava o seu domínio nestas artes- uma honra raramente atribuída. Era tal a habilidade de Kanryo Higaonna nas artes marciais que a sua fama se espalhou por toda Fuzhou.

Na primavera de 1881, Kanryo Higaonna regressou a Okinawa. Aí ele ensinou esta arte marcial que se tornou conhecida entre os jovens de Okinawa como Naha-te. Porém o ensino desta arte sempre foi algo selectivo, como já o havia sido com o próprio Kanryo Higaonna Sensei, e apenas alguns alunos chegavam ao nível exigido para começarem a treinar.

Só em 1905, Kanryo Higaonna decidiu universalizar a sua arte e iniciou o ensino nas escolas públicas de Okinawa, nomeadamente a Escola Comercial de Naha.
Quando ensinava, o sensei Kanryo Higaonna era um mestre extremamente severo. No entanto, na sua vida normal ele era um homem calmo e humilde e era reconhecido pelo seu carácter virtuoso.
Existem muitas histórias que relatam pedaços da vida e dos treinos do Sensei Kanryo Higaonna. O poder das suas pernas era legendário, de tal forma que ele era frequentemente apelidado em Okinawa de "Ashi no Higaonna" (pernas Higaonna).

Devido à sua popularidade, as pessoas de Naha conferiam-lhe o nome de "Higaonna Tanmei", um nome que reflectia a afeição e respeito que eles tinham por este grande homem e artista supremo em artes marciais.






Sensei Miyagi Chojun


O Mestre Miyagi Chojun nasceu em 25 de abril de 1888, em Naha, cidade da Província de Okinawa, uma das várias Ilhas do arquipélago de Ryu-kyu, ao sul do Japão. Aos catorze anos iniciou seus treinamentos em Naha-Te com o Mestre Higaonna Kanryo.

Em 1905, após treinar durante três anos com o Mestre Haigaonna, Miyagi Chojun resolve seguir os passos de seu Mestre e vai para a China aperfeiçoar suas técnicas e ampliar seus estudos. Nesta época, era comum cidadãos Okinawanos viajarem à China para comercializar produtos. Esta primeira viagem tem a duração de três anos e Miyagi Chojun retorna à Okinawa para cumprir suas obrigações militares, que por lei, todo cidadão de dezessete a quarenta anos deveria se alistar no serviço militar. Em 1609 o clã de Satsuma invadiu a Ilha de Okinawa, impondo-lhe algumas leis e em 1879 a Ilha de Okinawa passou a ser oficialmente uma Província do Japão. Em 1890 o Japão impôs a lei de serviço militar a Okinawa a todo cidadão de sexo masculino de dezessete a quarenta anos. 

Mestre Miyagi Chojun retorna a China para aperfeiçoar seus estudos nas artes marciais na Província de Fujian (Fukuken em japonês) onde ele ao mesmo tempo em que treinava os métodos chineses de combate, pesquisava os manuscritos antigos de combate desarmado. Este período de treinamento durou dois anos, de 1915 a 1917.

Retornando à Ilha de Okinawa, o Mestre Miyagi Chojun, compilou suas técnicas aprendidas com o Naha-Te com as técnicas aprendidas na China e estruturou de forma científica os métodos de aquecimento e exercícios auxiliares, incorporando o Ibuki na prática de sua arte. Para dar ênfase à importância do desenvolvimento interior, Mestre Miyagi Chojun, organizou e compilou os métodos de treinamento para aperfeiçoamento do caráter, dando o nome de Goju-ryu à sua arte.

O nome Goju-ryu (estilo Forte e Suave) vem do antigo texto chinês: Wu Pei Chih (Bubishi em japonês), precisamente o nome vem de um dos oito versos relativos ao combate desarmado: A Lei Universal engole e expele o Forte e Suave. 

O Mestre Miyagi Chojun ensinou karate-do em locais como a Centro de Treinamento da Polícia de Okinawa, Escola Municipal de Comércio de Naha, Escola Normal de Okinawa e Centro de Treinamento Popular de Okinawa. Em 1929 o Mestre foi ao Japão, a convite dos Departamentos de Karate da Universidade Imperial de Kyoto, Universidade de Kansai e Universidade de Ritsumeikan. Este foi o primórdio da difusão do estilo Goju-ryu por todo o Japão. Foi nesta época que o Mestre Yamaguchi Gogen conheceu o Mestre Miyagi Chojun.


Sensei Gogen Yamaguchi "O Gato"




Gogen Yamaguchi nasceu em 20 de janeiro de 1909 na cidade Kagoshina ao sul de Kyushu. Ainda jovem, começou a treinar o tradicional estilo de kenjutsu de Satsuma samurai, jigen-ryu, judo, e Karatê com um carpinteiro chamado Sr. Murata, um experiente karateca de Okinawa. Murara Sensei impressionou-se com o jovem Yamaguchi devido sua atitude séria, e boa vontade para o treinamento severo. Ensinou tudo o que sabia de Goju-Ryu a Gogen. 

Foi nesta época que Yamaguchi recebeu a alcunha de Gogen (que signifca Severo, Ríspido), pois, este não era, de fato, seu verdadeiro nome. Em 1931, começou a treinar com mestre Chojun Miyagi. E Miyagi, então, nomeou Gogen Yamaguchi como seu sucessor na escola Goju do Japão.

Gogen Yamaguchi foi o fundador da IKGA, e teve muito sucesso em unir todas as escolas de karatê do Japão numa instituição única que resultou na formação da Federation of All Karate-Do Organization (FAJKO), em 1964. A Kokusai Budo Renmei International Martial Arts Federation do Japão, entidade cujo dirigente é o Príncipe Higashikuni, da família Imperial Japonesa nomeou Mestre Gogen Yamaguchi Shihan da divisão das organizações de karatê. Nunca antes um homem simples recebera tão importante reconhecimento pelo desenvolvimento e propagação do Karatê-Do. 

Yamaguchi morreu em 1989.





Sensei Meitoku Yagi

Sensei Meitoku Yagi, nasceu dia 06 de março de 1912, considerado a maior autoridade até os dias de hoje dentro do estilo Goju-ryu. 

Foi um descendente das “36 familias” que chegaram em Okinawa, da China em 1392. 

Sensei Yagi começou seu treinamento com Sensei Miyagi em 1926, com 14 anos de idade. Nos primeiros anos de treinamento, era ensinado apenas o kata Shanchin. O aluno tinha a obrigação de conhecer muito bem este kata antes de ser autorizado a aprender outro kata. Os treinos eram muito pesados, era exigido muito esforço e dedicação dos alunos, por isso poucos continuavam. 

 Quando yagi Sensei visitava a sauna publica em Okinawa, as pessoas viam as manchas roxas em seu corpo e logo sabiam que treinava no Dojo de Chojum Miyagi. Em sua juventude, Meitoku Yagi, era conhecido como “O destruidor de makiwaras”.  

 Depois que mestre Miyagi faleceu os membros da sua família fizeram uma reunião para decidir quem deveria ser o seu sucessor. Fizeram a decisão baseada na lealdade, caráter, técnica e conhecimento. Sensei Yagi foi escolhido como sucessor e o Grão mestre do estilo Goju-Ryu. Herdou a faixa e o uniforme de Chojun Miyagi (grande símbolo  da família Miyagi).  

Sensei Yagi, não fundou apenas a Meibukan, mas também a Goju-kai (uma associação que inclui todos os praticantes de Goju-Ryu).

Em 1997 foi declarado Patrimônio Cultural Intocável do Karate e promovido a Hanshi 10º Dan. Faleceu em 2.003 e hoje é lembrado e reverenciado por todos praticantes de karate, assim como deve ser um grande Mestre.





HANSHI RYUZO WATANABE


Nasceu em Fukushima, Japão em 29 de Janeiro de 1.923. Saiu do Japão, com seus familiares em Dezembro de 1.929, como passageiros em um navio cargueiro, desembarcou no Brasil em 07 de Fevereiro de 1.930.

Bem cedo foi atraído pelas artes marciais, começou a praticar jiu-jitsu, Kendô e Judô, além de suas ocupações na lavoura e como caminhoneiro. Porém, foi só aos 37 anos que encontrou no karate a arte que modificaria o sentido de sua vida. Não foi tão fácil, entretanto seu acesso a essa prática. Tentou um contato com Mestre Harada, de São Paulo, e conseguiu treinar com Mestre Seichi Akamine. Procurou a Associação Brasileira de Karate que por ser, na época, uma organização muito fechada não lhe permitiu acesso imediato. Foi através de um empregado seu, chamado Haishi, no entanto que pode penetrar naquele local, para um primeiro treino, inusitadamente vestindo camiseta e calça de linho. Passaria, daí em diante, a praticar seis exaustivas horas por dia com toda a dedicação de que era capaz e indiferente a opiniões alheias.

Coincidentemente, nesta ocasião a I.K.G.A. (Japão),  procurava expandir-se na América do Sul, fundando uma base de atuação, e a partir do Brasil representar o estilo GojuRyu nos 13 países do eixo sulamericano. Foi através de uma visita do Mestre Doi à nossa terra que Sensei Watanabe recebeu a determinação de tomar o cargo de Diretor da Sucursal por nomeação direta do Grande Mestre Gogen Yamaguchi do Japão.

Foi assim que, em 1.963, Sensei Watanabe se tornava diretor da Associação Brasileira de karate, em 1964, Vice-Presidente e em 1965 tomava posse na Presidência da Associação Cultural de Karate. Sensei Watanabe foi também presidente da U.K.G.B. (União de Karate-Do GojuRyu do Brasil) e U.S.K.G. (União Sul-americana de Karate-Do GojuRyu) e Vice-Presidente da I.K.G.A. (International Karate-do Goju-Kai Association).
A GojuRyu, entretanto, começou definitivamente em São Paulo a 15 de setembro de 1.975, quando o Hanshi Watanabe, foi oficialmente nomeado pelo Mestre Gogen Yamaguchi. A partir desta data, começou a sua dedicação ao estilo GOJURYU, criando pólos de desenvolvimentos em todos os Estados Brasileiros e vários países da América do Sul.

O Hanshi Ryuzo Watanabe, a partir de então, dedicou praticamente toda sua vida ao Karate GOJURYU da (I.K.G.A.) promovendo  eventos ou tarefas que beneficiassem seu estilo, seja com sua técnica apurada,  portador de um carisma invejável, por onde passava conquistava seguidores, a extrema sensibilidade mais a imaginação e a intuição, juntaram-se a motivação, simplicidade e a amizade para romper os laços que uniram o espírito à realidade. mesmo com idade avançada e doente (sem que a maioria de seus filiados soubessem), sempre dava o exemplo, sendo o primeiro a chegar e o último a sair em todos os eventos da GojuRyu.

Hanshi Ryuzo Watanabe faleceu em 5 de dezembro de 1.998.

9o DAN - 05/12/1999 - IKGA



Sensei Yamaguchi Hirofumi Goshi

Saiko Shihan-Hanshi 8º Dan


Mestre Yamaguchi Goshi, nasceu em Shinjing, na Manchúria em 28 de Setembro de 1942, terceiro filho do fundador Yamaguchi Gogen. 
Iniciou seus treinamentos de Karate-do Goju-ryu em 1951, aos oito anos, no Senzoku Dojo, em Asakusa. Recebeu seu 1º Dan em 1957 e o 2º Dan em 1959. Em 1962 recebeu o 3º Dan e tornou-se instrutor. 

Em 1963 Mestre Yamaguchi Goshi entrou para a Universidade do Japão (Nihon Daigaku), especializando-se em cinema, no departamento de artes. Nesta época, aproveitando a oportunidade, foi aos Estados Unidos para ensinar Karate-do Goju-ryu em um Dojo filial por um ano. 

Retornando ao Japão, ensinou karate-do Goju-ryu em diversos Dojos. Em 1969 se formou na Universidade e tornou-se Shihan em tempo integral, com o propósito de promover e desenvolver o Karate-do Goju-ryu. 

Mestre Yamaguchi Goshi tem visitado e ensinado, promovendo o karate-do Goju-ryu, em mais de quarenta países, não apenas como instrutor e representante da IKGA (International Karate-do Goju-kai Association), mas também pela JKF (Japan Karate-do Federation), pela Tokyo Karate-do Federation e também como árbitro internacional. 

Após o falecimento de seu pai em 1989, em 1990 Mestre Yamaguchi Goshi foi convidado a presidir as duas entidades: IKGA (International Karate-do Goju-kai Association) e a JKGA (Japan Karate-do Goju-kai Association), recebendo o título de Saiko-Shihan.

Sempre preocupado em difundir o Karate-do Goju-ryu de forma correta, Saiko-Shihan Yamaguchi Goshi, faz diversos seminários todos os anos ao redor do mundo. Esteve recentemente na América do Sul, na ocasião do Campeonato Sul-Americano, no Uruguai, em outubro de 2010 para prestigiar o evento e também para promover um seminário de dois dias. A IKGA-Brasil se fez presente através de seu representante, o Renshi Luiz Kotsubo e seus filiados.



Hanshi Luiz Kotsubo
Presidente da IKGA Brasil


O Hanshi Luiz Kotsubo recebeu das mãos do Saiko Shiran Goshi Yamaguchi a representação oficial da IKGA (International Karate-Do Goju-kai Association) no  Brasil, para a qual foi encarregado da missão de reconstruir a  escola Goju-kai (União de todos os praticantes dos estilos de Goju-Ryu) no país ao dar continuidade ao trabalho de Ryuzo Watanabe Sensei, resgatar os valores e atualizar continuamente as especificidades técnicas do estilo.

O legado recebido pelo Sensei Luiz Kotsubo aconteceu após um longo período em que nosso país ficou sem representantes do Goju-kai, mais precisamente desde 2000, ou seja, dois anos após o falecimento do Hanshi Ryuzo Watanabe Sensei. Renshi Kotsubo, é o fundador e presidente da IKGA Brasil.




Shihan João Carlos de Godoi
Presidente da Federação Mineira de Karate

O Shihan João Carlos de Godói nasceu em São Paulo, na Vila Brasilândia. Mudou-se para a cidade mineira de Muzambinho, onde passou sua adolescência e parte de sua juventude. Em Belo Horizonte, onde reside desde 1985, se integrou à Federação Mineira de Karate, primeiramente como secretário, depois se tornando Presidente no ano de 1989, cargo que ocupa com consumada competência desde então, até os dias atuais.


Como Professor de Karate desde 1990, o Shihan João Carlos de Godói formou vários outros alunos e professores, compartilhando com os Gojutekas, amantes de nossa Arte, dos conhecimentos adquiridos nesta estrada em que trilhou com humildade para aprender sempre, e a honestidade para continuar no caminho da razão

O Shihan João Carlos de Godói tem atuado também como ministrante de cursos e palestras sobre a modalidade Karate-Do em todo o Estado de Minas Gerais, com a experiência adquirida por ele nos inúmeros cursos e seminários que participou, tanto nacionalmente como também no exterior.