quarta-feira, 1 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Princípios Fundamentais de Um Praticante de Karate-Do
Este artigo é uma meditação em voz alta acerca da maneira correta de abordar, da forma tradicional, a prática do Karate-do ou qualquer arte do Budô (artes marciais tradicionais japonesas). E, para isso, nada melhor que esclarecer alguns pontos essenciais da prática. Também, é desejo do autor que estas linhas sirvam para considerar seriamente os valores e atitudes na prática que fazem a diferença entre o Budô e o desporto em geral, sem desprezo para os benefícios do mesmo.
"Dojo" versus "Academia"
Na atualidade, quando um praticante de Karate-do se dispõe a ir treinar, diz: “vou à ‘Academia”; mas esta palavra “Academia” é entendida de forma diferente. Deve-se dizer: “Vou ao Dojo”, posto que, em japonês, Dojo é o lugar onde se realiza a Via, isto é, onde uma pessoa estuda a técnica de uma arte, ao mesmo tempo em que forja seu caráter, controla e canaliza suas emoções e instintos e evolui como ser humano. Tudo isso utilizando como instrumento a técnica da arte que tenha sido escolhida, no nosso caso, o Karate.
Entretanto, quando uma pessoa diz: “vou à Academia”, geralmente isso implica em atividades ou atitudes lúdicas, recreativas ou hedonistas e, no melhor dos casos, buscam uma melhora da saúde ou da forma física. Portanto, uma vez meditado sobre estes dois termos (Academia-Dojo), o praticante de Karate-do, ou outra arte, poderá indagar-se por qual deles separar-se.
Para um praticante de karate-do ou qualquer artista marcial, a escolha será clara, posto que, qualquer benefício realmente enriquecedor que possa ser obtido por meio das atividades de “Academia”, pode ser obtido amplamente através da prática de uma arte como o Karate. Não obstante, o contrário não é possível, já que, qualquer arte do Budô comporta benefícios e entra em campos nos quais o esporte por si só, não tem acompanha.
A atitude do praticante de Karate-do
Quando um praticante de Karate-do chega ao Dojo, deverá ter esclarecido que ali não só vai exercitar-se fisicamente, já que no treinamento, além do corpo, deve incluir a mente e o espírito. Estes três fatores são inseparáveis e devem ser treinados de uma maneira integral; para isso é necessária a total atenção e concentração nos nossos atos; ainda mais partindo do princípio de que deles pode depender a nossa vida ou a nossa integridade física.
É o que os mestres japoneses denominam o “Shingitai”. O Shingitai é o "valor triplo" daqueles que adquiriram a graduação de faixa preta, onde “Shin” é o valor de espírito, caráter moral, “Gi” indica a capacidade técnica da arte praticada e “Tai” a força e vigor físico do praticante. Outra interpretação seria: shin (céu), gi (terra) e tai (homem); O shingitai, reúne os três elementos.
Esclarecimento: quando realizamos um “gedan-barai” é evidente que é uma ação física, mas, o que é realmente importante não é a ação muscular, e sim a atitude e a intenção com a qual executamos a técnica, já que esta só será efetiva se realmente está envolvendo todo o nosso ser.
Como isto pode ser possível? Pensemos como é possível desenvolver técnicas eficazes:
· Se durante a prática: distraímo-nos e falamos com os colegas;
· Se pensamos e ocupamos nossa mente em coisas alheias à prática;
· Se esperamos com ansiedade as pausas ou descansos e, além disso, as desperdiçamos conversando;
· Se nos preocupamos com o tempo que falta para finalizar;
· Se tememos que nos seja indicado um parceiro que treina muito forte;
· Se pensamos - exteriorizando-o ou não, “aff, outra vez este Kata”;
· Se duvidamos da metodologia do Sensei (aquele que viveu) e, em resumo, qualquer tipo de pensamento ou ação que nos afasta e distrai do sentido original da prática do Karate.
Por conseguinte, os praticantes deveriam adotar as seguintes normas:
- Evitar as distrações e interrupções sem motivo justificado.
- Realizar rapidamente e sem comentários desnecessários as mudanças de parceiro, para não romper a harmonia e o fluxo energético.
- Retirar-se para um lado do tatame no caso de se sentir mal; voltando ao mesmo quando se sentir melhor.
- Esperar as pausas (yame) ou os descansos (naore) para perguntar ao Sensei as dúvidas.
- Pedir a autorização do Sensei para treinar e para sair da aula.
O praticante sincero em todo momento praticará com os cinco sentidos em cada gesto, em cada ação ou em cada uma das técnicas que realizar; com a ideia de ser esta a última vez que pratica a arte e querendo saborear cada momento, cada instante, cada gesto.
Da mesma maneira, nos exercícios com parceiro ou com colegas, dará com entusiasmo o melhor de si mesmo, com entrega e decisão em suas defesas e ataques; procurando a harmonia e o progresso mútuo.
Para isso, um karateca deverá evitar as seguintes condutas ou atitudes:
- Praticar sem motivação e sem tentar superar-se dia-a-dia.
- Falar, distrair-se ou não estar atento durante a prática.
- Correr o risco de se lesionar ou magoar os colegas por satisfazer seu ego, por ira, raiva, temor, etc.
- Que o grau ou os êxitos desportivos não lhe subam à cabeça.
- Sentir-se superior ou mais qualificado que outros colegas.
- Fazer-se notar, presumir ou alardear de proezas, etc.
- Tratar de impor critérios pessoais, até sabendo que não são os do Sensei.
- Questionar ou discutir os ensinamentos do Sensei ou alardear disso publicamente.
- Subestimar os outros se achando superior.
- Criar falta de amizade entre os colegas ou entre as pessoas.
- Falar mal ou criticar outras estilos de Karate ou outras artes marciais ou seus praticantes.
- Questionar os conhecimentos ou a desenvoltura do Sensei, dos Sempai ou de outros colegas.
- Dar opinião ou criticar acerca dos graus ou faixas concedidos pelo Sensei aos outros praticantes.
- Abusar da confiança do Sensei ou dos outros colegas.
- Ser violento, egoísta, orgulhoso, vaidoso ou mal intencionado.
Em resumo, seria muito de desejar que os praticantes se entregassem ao máximo nas aulas, como se sua vida disso dependesse; mas sempre com o domínio físico e emocional que dá o bom senso. Além disso, em todo momento dará atenção a manter de fora as suas debilidades, defeitos ou tentações que quotidianamente nos miram, esperando ver uma abertura no nosso kamae (nossa guarda), metaforicamente falando.
Outro aspecto, e o mais importante de todos segundo o Mestre Gichin Funakoshi: é que:
“O Karate-do pode e deve ser praticado durante todo o dia e isto é possível sendo plenamente conscientes de nossos atos em todo momento. Por exemplo: treinando nossa respiração; com a postura corporal correta; com a nossa atitude com relação aos outros; com a atenção ao meio e, em síntese, enfrentando os problemas quotidianos com espírito de Karate-do”.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Kime academia dos Campeões: Segunda Etapa do Circuito Regional Sul/Sudoeste Mi...
Kime academia dos Campeões: Segunda Etapa do Circuito Regional Sul/Sudoeste Mi...: " Aos Presidentes de Clubes Filiados, Prezados Senhores, Vimos convidar-lhes para participarem da Segunda Etapa do Circuito Regional ..."
Segunda Etapa do Circuito Regional Sul/Sudoeste Mineiro/FMK
Aos Presidentes de Clubes Filiados,
Prezados Senhores,
Vimos convidar-lhes para participarem da Segunda Etapa do Circuito Regional Sul/ Sudoeste Mineiro da Federação Mineira de Karate, que será realizado no dia 12 de Junho, na cidade de Areado, conforme programação que segue: Local: Ginásio Poliesportivo Venerano Braz da Silveira – Pça Venceslau Braz – Bairro Rosário – Areado - MG Organizador Chefe: Professor David dos Santos Melo – Fone: (35) 9107-6607 / 9837-3750
PROGRAMAÇÃO
08:30 Horas: Concentração de Atletas e Conferência das Chaves
09:00 Horas: Abertura Oficial do Evento - 09:30 Horas: Início das Competições - 17:00 Horas: Previsão de Encerramento
INSCRIÇÕES
Até o dia 08 de Junho, Na Ficha Oficial de Inscrição,
Via Fax: (35) 3561-1188 A/C Delegacia Regional de Karate ou E-mail: delegaciaregionalssm@hotmail.com
Taxa de inscrição: R$ 35,00 (trinta e cinco reais), podendo participar nas duas Modalidades KATA E KUMITE
Alojamentos: Haverá Alojamento disponível. Entrar em contato com o organizador, Prof.David Melo
Hotel e Restaurantes Conveniados: Areado Hotel – Pça.Henrique Vieira, 108- Centro \ Tel.(35)3293-1422 Atenciosamente,
REGULAMENTO GERAL DO CIRCUITO REGIONAL SUL-SUDOESTE MINEIRO FMK/2011
- Os clubes e atletas não poderão se associar para participar das etapas. (Pedimos aos professores que participem representando seus Dojos e suas cidades para que possamos assim fazer uma divulgação melhor sobre seu trabalho)
- Todos os clubes e atletas participantes deverão estar devidamente filiados a Federação Mineira de Karate para somar pontos no ranking geral de clubes e atletas;
- Os técnicos e delegados que atuarão nas etapas do circuito deverão estar devidamente uniformizados conforme determinação FMK, portando credencial para o ano de 2011;
- Todas as delegações participantes deverão participar do desfile de abertura, portando um banner da sua escola ou bandeira da sua cidade.
KATA:
Nas categorias até faixa verde, katas básicos do estilo e um livre nas disputas por medalhas; Nas categorias faixa roxa a preta, regras WKF, CBK E FMK;
KUMITE:
Nas categorias de kumite seguem as regras WKF, CBK E FMK; TAXA DE PARTICIPAÇÃO: Será cobrada uma taxa de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) por atleta, podendo participar nas duas modalidades: kata e kumitê;
Katas de Base por Estilo
Shoto Heian - 1º ao 5º - Tekki 1º ao 3º
Wado Pinan - 1º ao 5º - Naihanchi
Goju Geikisai Ichi e Ni Sanchin e Tensho
Shito Ten-no-Kata, Ti-no-Kata, Pinan 1º ao 5º
Shorin Naihanchi 1º ao 3º e Pinhan de 1º ao 5º
Kime academia dos Campeões: Reigisaho: o protocolo ou cerimonial do Karate-do
Kime academia dos Campeões: Reigisaho: o protocolo ou cerimonial do Karate-do: "Reigisaho Às vezes, devido ao trato do dia-a-dia, à amizade mal entendida, a um excesso de confiança; ou simplesmente por desconheciment..."
Reigisaho: o protocolo ou cerimonial do Karate-do
Reigisaho
Às vezes, devido ao trato do dia-a-dia, à amizade mal entendida, a um excesso de confiança; ou simplesmente por desconhecimento, o Reigisaho ou normas de conduta no Dojo é mal interpretado e pior utilizado. São exemplos claros disto: não saber comportar-se num tatame, não guardar a compostura adequada, falta de pontualidade na aula e falta de seriedade e responsabilidade na prática. Estas más atitudes degeneram numa falta de respeito e de consideração com o Sensei, com os colegas e consigo mesmo. Sendo situações pouco desejáveis que podem derivar em negligência, informalidade e adulteração dos valores do Karate-do.
Por isso, os alunos devem entender que, ainda que por vezes o Sensei não lhes chame a atenção direta ou explicitamente, isto não quer dizer que o comportamento incorreto do estudante passe sem ser visto ou não interesse ao Sensei. Por isso, os Senpais ou estudantes mais avançados devem guiar, aconselhar e corrigir os Kohai (principiantes) para que estes não se confundam na atitude. Além disso, deve ensinar-se aos novatos que após muitos anos de prática é normal que os mais veteranos obtenham pequenos benefícios ou licenças para com o Sensei, ainda que isto suponha também um grande compromisso com ele e obrigações com a prática.
A forma correta de dirigir-se a um Sensei é inclinar-se respeitosamente ao cumprimentar (rei), o qual ele nos retribuirá solicitamente. Quando ele pergunta se percebemos uma explicação, para responder afirmativamente pronunciamos o vocábulo OSS, o qual serve para: afirmar, saudar, animar, motivar, como agradecimento, etc.
Outro componente importante no Reigisaho ou cerimonial do Karate, são os cumprimentos (rei); os quais, longe de ser normas de submissão ou cometimento dos estudantes menos avançados, são excelentes normas de cortesia, respeito ou agradecimento e também agem incentivando e favorecendo a atenção e a atitude adequada.
Quando um estudante chega à beira da entrada do Dojo (tatame) e a aula ainda não começou, ou seja, sendo pontual, deve cumprimentar na direção do kamiza, (lugar de honra destinado às fotografias dos fundadores da arte ou do estilo, a símbolos e bandeiras, etc.). Esta saudação é uma demonstração de agradecimento aos fundadores da arte e por sua vez lembra-nos a humildade e simplicidade do estudante. Se a aula já se iniciou, situamo-nos num lugar onde o Sensei possa ver-nos, sentados em seiza ou em pé, se é hábito, e esperamos sua autorização para depois realizar o cumprimento ao kamiza e ao Sensei. Após isto, situamo-nos no lugar do Dojo em que menos interrompemos e procedemos a aquecer em silêncio e sem interferir na aula. Uma vez finalizado o aquecimento, dirigimo-nos ao Sensei com a saudação de exatidão e integramo-nos na aula.
Existem outros aspectos tais como a hierarquia Sensei – Senpai - Kohai.
Senpai significa irmão mais velho, ou no Karate-do, o aluno mais graduado e sua missão é colaborar com o Sensei, ajudando e aconselhando os mais principiantes na prática da arte. Kohai é indicativo dos alunos principiantes ou de menor grau. Os Senpai são de maior hierarquia conforme sua antiguidade e/ou grau.
A disposição nos cumprimentos ou cerimonial
Ao começo e no final da aula o Sensei se situa dando de costas para o kamiza, o Senpai de maior hierarquia de frente para o kamiza e à esquerda do Sensei, os outros estudantes a seguir ao Senpai, ficam alinhados em ordem decrescente de graduação. O Senpai de maior hierarquia é o encarregado de dirigir os cumprimentos ou cerimonial, de velar pela organização das filas e da disciplina geral. Em ausência do “Senpai maior” seu lugar será ocupado pelo seguinte na hierarquia.
De frente ao Kamiza (no lado oposto) encontra-se o Shimoza (lugar reservado para os estudantes), de onde estes cumprimentam o Sensei e em seguida o Senpai.
À esquerda do Kamiza encontra-se o Shimoseki (lado dos alunos de menor graduação) e à direita o Joseki (destinado aos alunos de mais alto grau). Ou seja, para cumprimentar, os alunos situam-se de maior a menor grau, desde o Joseki até o Shimoseki.
Enquanto à atitude nos cumprimentos (rei)
O cumprimento deve ser sincero, pois do contrário seria melhor não o fazer. Ainda que sincero e humilde, o cumprimento não deve estar desprovido da máxima atenção, já que no Karate o nível de alerta (Yoi) nunca diminui. Também é um bom hábito que no momento de finalizar um exercício com um colega(s) e ao mesmo tempo em que realizamos o cumprimento, agradeçamos verbalmente.
Outro aspecto importante a destacar é que se um Senpai se encontra dando a aula por incumbência do Sensei e em ausência deste; no suposto que um Senpai de maior hierarquia se integre na aula, o fará como um praticante a mais, ou então se situa num lado da sala, praticando sem interferir na aula. Outra questão é que o Senpai ou professor em funções considere mais apropriado oferecer ao Senpai de maior hierarquia a direção da aula, bem por própria decisão ou por conhecimento das preferências do Sensei. Mas esta não é uma regra fixa ou uma obrigação.
Justificação da utilização de termos e vozes Japonesas no Karate-do
Qual o praticante de Karate-do que não tenha pensado alguma vez:
“por que, sendo ocidentais, usamos os termos e vozes japonesas nas aulas de Karate?”
Pois bem, este fato pode ter várias razões. A primeira seria por preservar a tradição e continuar mantendo a ordem estabelecida pelos antigos mestres, se bem que esta justificação pode não ser convincente para todos. O segundo motivo seria que, utilizando termos que são do desconhecimento dos alunos, o professor adquire um misticismo e/ou superioridade mal entendida, fruto de utilizar uma gíria ou uma linguagem desconhecida para o principiante. Coisa semelhante acontece em alguns grupos profissionais, que em posse uma linguagem própria podem mostrar-se inacessíveis, ou simplesmente proteger sua informação. No entanto, quem adotasse esta conduta cairia por seu próprio peso. E ainda um terceiro argumento, para mim o mais autêntico e convincente, é que o fato de utilizar o vocabulário e vozes japonesas no Karate, permite que as expressões, términos e vozes desta arte tenham um caráter universal e possam ser compreendidos e utilizados de igual maneira por todos; ainda mais quando grande parte destas palavras ou vozes têm significado de origem simbólica.
Esclarecimento: Se pedíssemos a um japonês não praticante de Karate, que nos definisse as palavras bassai-dai, kime, bunkai, etc., certamente não saberia o que dizer ou diria algum absurdo para nós e que não teria nada a ver com o Karate-do.
Portanto, a utilização dos termos japoneses tradicionais na prática do Karate, em especial, e nas artes marciais em geral, possibilita que Karatekas de qualquer nacionalidade possam entender-se e praticar em harmonia, sem fronteiras idiomáticas.
Da mesma maneira, permite a um Sensei dirigir-se a um grupo de praticantes de diferentes nacionalidades e por meio de uma palavra em japonês fazer-se entender por todos. Isto é possível porque a palavra em japonês age no ouvinte como um símbolo, do qual os receptores conhecem a definição ou significado em seu próprio idioma; se não fosse assim, o Sensei teria que dizer e explicar a palavra ou conceito em tantos idiomas como diferentes nacionalidades pudessem existir num curso internacional.
Termos e Vozes básicas no Karate-do
Vozes utilizadas nos cumprimentos ou cerimonial de Karate:
Seiza: Assentar-se sobre os calcanhares. O grupo se ajoelha em direção ao Kamiza.
Mokuso: Concentração, meditação.
Mokuso Yame: Fim da concentração.
Oss: Expressão fonética, formada por dois caracteres. O primeiro “”osu”” significa literalmente “empurrar” ou “controlar. O segundo carácter “”Shinobu”” tem o significado literal de "paciência, aguentar, sofrer".
Otagai ni rei: Cumprimento mútuo (entre os alunos).
Ritsu rei: Cumprimento em pé.
Sensei ni rei: Cumprimento ao Mestre.
Senpai ni rei: Cumprimento ao(s) aluno(s) mais graduado(s).
Shomen ni rei: Cumprimento ao “Shomen” que significa fonte. Designa também a parede no topo do Dojo onde está situado o Kamiza, lugar de referência da prática. Shomen Ni Rei significa, assim, saudar o cosmos e tudo o que nos supera. Significa também saudar os mestres atuais e todos os mestres antepassados.
Tate: Pôr-se em pé.
Zarei: Cumprimento desde Seiza (sentado sobre os calcanhares).
Termos mais usuais na prática de Karate-do
Bunkai: Aplicação das técnicas e movimentos de um Kata.
Hajime: Começar.
Kamae: Atitude e postura de alerta ou guarda.
Kata: Forma, conjunto de técnicas codificadas.
Kihon: Fundamentos técnicos.
Kihon-kumite: Exercícios de combate, já estabelecidos entre dois karatekas.
Kumite: Encontro, combate.
Mawate: Rotação, mudança de direção.
Naore: Recuperar a posição original, pausa ou descanso.
Yame: Parar.
Yoi: Prontos, preparados, em alerta.
Zanshin: Vigilância; é a ideia de manter um estado de máxima atenção até que realmente a ação para ou não existe perigo.
Este pequeno artigo não tem outra função que esclarecer alguns aspectos básicos na prática do Karate e, por extensão, a compreensão do Budô em geral. Portanto, não pretende estabelecer um Dogma de Fé, ainda que estas linhas orientem no caminho correto àqueles que se iniciam na prática do Karate, ou bem que sirva como informação da atitude adequada para aqueles que, com o passar dos anos, tenham se perdido, ou ainda que sirva de ajuda àqueles professores que se iniciam no ensino do Karate-do.
Sem mais, espero que estes simples parágrafos façam refletir, pois só a meditação acompanhada da prática nos fará compreender a riqueza e profundidade da prática do Karate-do.
Kime academia dos Campeões: Kihon IKGA - International Karate Do Goju Kai Asso...
Kime academia dos Campeões: Kihon IKGA - International Karate Do Goju Kai Asso...: "Kihon IKGA - International Karate Do Goju Kai Association ..."
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